Um novo olhar sobre os rios urbanos
"Os Rios são o coração da cidade"
O Rio urbano
é um trajeto d'água que está dentro da cidade. Normalmente esses rios passaram por
interferências humanas que podem ser: ocupações
de sua margem, como casas devido o crescimento da população aliado à
falta de uma política habitacional eficaz, retificação,
que torna o curso do rio reto, como exemplo: a canalização, e impermeabilização, isto é, fazer com
que a água não atravesse o solo. Além dessas, existem muitas outras interferências
nos rios urbanos, mas ainda assim eles resistem no cotidiano das cidades e
mantém sempre uma discussão sobre a importância ambiental. Com isso, vem a
importância de preservar as margens dos rios, preservação essa que se da aos
trajetos d’água, que possuem uma forma natural de proteção chamada mata ciliar, que consiste na vegetação
que cresce nas suas margens. Essas árvores e plantas tem como funções a
proteção dos rios contra o assoreamento (pois ajudam assegurar o solo) e
absorção da água da chuva, ajudando a evitar alagamentos, diminuindo a
contaminação e o acúmulo de lixo nas águas dos rios localizados nos centros
urbanos.
Pensando na
importância de preservar as margens dos rios urbanos, foi criada a ONG Ame o tucunduba (organização que surgiu em 2016, a partir da motivação de jovens mulheres em assumir o protagonismo na transformação local). A Ame o tucunduba tem como principal missão, realizar praticas educacionais,
direcionadas a comunidade com o intuito de estimular o desenvolvimento
participativo na bacia hidrográfica do tucunduba, buscando uma cidade mais
sustentável. O rio tucunduba tem uma historia e toda uma questão de representatividade,
identidade, família, lazer. Promovendo afeto memória.
O Rio Tucunduba
Boa parte da população belenense conhece
o Rio Tucunduba apenas por um rio sujo e poluído. Boa parte do Tucunduba
abrange respectivamente os
bairros da Terra-Firme e Guamá, sendo que seus lençóis freáticos estão por boa
parte da região metropolitana de Belém. Como veremos a seguir:
1. Nascente: Todo o Rio tem uma história, e a
nascente é o local onde tudo se inicia. As águas brotam do lençol freático até
a superfície do solo, iniciando o fluxo e o caminho que o rio ira correr. A
nascente do tucunduba tem cerca de 80 mil litros de água e está em uma área de
proteção privada, localizada na Travessa angustura, desde a década de 80. O
professor Paraguassu, proprietário da residência construiu a casa com o
propósito de proteger a nascente do Tucunduba.
2.
Canal da Cipriano: Um Rio nunca corre sozinho e o Canal da Cipriano é dos
afluentes do Tucunduba, ou seja, ele se conecta com o rio principal dessa bacia
hidrográfica. Ele é chamado de canal por causa do processo de ocupação do
território e as demandas da cidade, no qual foi retirado o esgoto das casas
para suas águas.
3. Margem do rio: O tucunduba é o principal Rio da
bacia hidrográfica do tucunduba e tem como uma de suas muitas funções captar e
transportar a água da chuva. Mas essa captação só acontece de forma eficiente
quando a sua margem é preservada.
4.
Ponte do Tucunduba: Nessa ponte encontram-se as consequências da obra de macrodrenagem
no Rio tucunduba. Nesse espaço você não consegue ver os 200 metros de margem
livre e nenhuma vegetação nativa. Além de nenhuma área de lazer para que as
pessoas possam interagir com o rio. Tudo isso deveria existir para uma gestão
sustentável, eficiente e participativa do território.
5. Foz: Todo Rio tem uma história, basta você ficar atento
para ver e escutar. Na foz do rio apenas se encerra um trecho do fluxo das
águas para se iniciar outro. As águas do tucunduba vão se encontrar com as do
Rio Guamá. Juntas elas vão até a Baía do Marajó se unir com a foz do rio
Amazonas, até chegar no oceano Atlântico.
“Nós
acreditamos que a juventude têm um papel importante na resolução de
problemáticas urbanas. E entendemos, que
é preciso incentivar uma nova cultura de convivência com os rios urbanos de
Belém.” Disse uma das coordenadoras da ONG.
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